13 de abril de 2008

No meu chão.

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Espalho coisas [absurdas, por sinal] sobre meu chão de giz. De tudo, sobra-me a terra, sustentação de pés que insistem em ser asas. E do giz, faço morada. Há saudades mais cortantes e doloridas: são aquelas de ausência. Há algum tempo, é só isso que possuo.



Disparo balas de canhão, é inútil, pois existe um grão-vizir.

Zé Ramanlho - CHão de Giz



Foto de Rafal Bednarz

3 comentários:

Lila disse...

Ainda bem que nós temos respaldo fenomenológico para sermos seres de angústia. De qualquer forma, que no meio de tanta ausência você possa enxergar que eu estou e estarei presente sempre, nem que seja pra comprar mais giz.


TE AMO, solzinho!

Vanessa disse...

falar do trigo e não dizer
o joio, percorrer
em voo raso os campos
sem pousar
os pés no chão. abrir
um fruto e sentir
no ar o cheiro
a alfazema. pequenas coisas,
dirás, que nada
significam perante
esta outra, maior: dizer
o indizível. ou esta:
entrar sem bússola
na floresta e não perder
o rumo. ou essa outra, maior
que todas e cujo
nome por precaução
omites. que é preciso,
às vezes,
não acordar o silêncio.


albano martins

beijinho*

S. disse...

Também aqui me encontro porque sou feita de saudade...dessas que doem...
Bjo*